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Prolactina

Hormônio da lactação — mas também marcador de prolactinoma, estresse e hipotireoidismo.

O que esse exame mede

A prolactina é secretada pela hipófise anterior sob inibição tônica da dopamina. Sua função primária é induzir e manter a lactação, mas eleva-se também em estresse, sono, sexo, hipotireoidismo e tumores hipofisários.

Faixa de referência

Mulheres não-gestantes: 4-30 ng/mL · Homens: 4-20 ng/mL

Referência laboratorial: Coletar entre 8-10 h, sem estresse, sem manipulação mamária.

> 100 ng/mL sugere prolactinoma. 25-100 sugere causas funcionais — investigar TSH e medicamentos.

Quando pedir

  • Galactorreia, amenorreia, infertilidade.
  • Disfunção erétil, hipogonadismo masculino sem causa óbvia.
  • Cefaleia + alterações visuais (suspeita de macroadenoma).
  • Investigação de SOP.

O que eleva

  • Prolactinoma (micro e macro).
  • Hipotireoidismo primário (TRH eleva prolactina).
  • Antipsicóticos (especialmente risperidona, haloperidol).
  • Metoclopramida, domperidona.
  • Antidepressivos tricíclicos.
  • Estrogênio em alta dose.
  • Estresse, exercício, sono.
  • Insuficiência renal.
  • Macroprolactina (artefato laboratorial).

O que reduz

  • Agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina).
  • Tratamento do hipotireoidismo subjacente.

Pedir junto com

  • +TSH e T4 livre.
  • +FSH, LH, estradiol/testosterona.
  • +RM de hipófise (se confirmada hiperprolactinemia).
  • +Pesquisa de macroprolactina.

Macroprolactina: o falso positivo

Algumas pessoas têm prolactina ligada a IgG, formando macroprolactina, que o ensaio detecta mas não tem atividade biológica. Sempre confirmar hiperprolactinemias moderadas com pesquisa de macroprolactina (precipitação com PEG).

Referências

  • Diagnóstico e tratamento de hiperprolactinemia. Endocrine Society Guideline, 2011.