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H. pylori (sorologia / antígeno fecal / ureia respiratória)

Causa principal de gastrite, úlcera péptica e fator de risco para câncer gástrico.

O que esse exame mede

O H. pylori coloniza a mucosa gástrica de cerca de metade da população mundial. Causa gastrite crônica, úlcera péptica, e é classificado como carcinógeno tipo I para câncer gástrico e linfoma MALT.

Métodos diagnósticos: sorologia (apenas para triagem epidemiológica — não distingue infecção atual de passada), antígeno fecal e teste respiratório com ureia marcada (padrão-ouro não-invasivos).

Interpretação

Negativo nos testes ativos (antígeno fecal e respiratório) = sem infecção atual.

Referência laboratorial: Sorologia positiva pode indicar infecção passada já tratada.

Suspender IBP por 2 semanas e antibióticos por 4 semanas antes do teste respiratório/antígeno fecal.

Quando pedir

  • Dispepsia funcional persistente.
  • Úlcera péptica.
  • História familiar de câncer gástrico.
  • Linfoma MALT.
  • Anemia ferropriva inexplicada, PTI.
  • Antes de uso crônico de AINEs.

O que eleva

  • Infecção ativa.

O que reduz

  • Tratamento erradicador (esquema com IBP + claritromicina + amoxicilina, ou bismuto quádruplo).

Pedir junto com

  • +EDA com biópsia (em alarmes ou > 60 anos).
  • +Hemograma + ferritina.
  • +Histologia (gastrite atrófica, metaplasia).

Test-and-treat

Em dispépticos < 60 anos sem alarmes (sangramento, perda de peso, vômitos), a estratégia 'testar e tratar' (antígeno fecal ou respiratório, tratar se positivo) é custo-efetiva e evita endoscopias.

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Referências

  • Maastricht VI / Florence Consensus. Malfertheiner P et al., Gut, 2022.