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Fibrinogênio

Proteína da coagulação que também é marcador inflamatório de risco vascular.

O que esse exame mede

O fibrinogênio é uma proteína de fase aguda produzida pelo fígado. Convertida em fibrina pela trombina, forma a malha do coágulo. Mas além do papel coagulante, é um marcador robusto de inflamação crônica e fator de risco independente para infarto e AVC.

Faixa ideal

200-350 mg/dL

Referência laboratorial: Normal laboratorial: 200-400 mg/dL.

Acima de 400 = risco cardiovascular elevado. Abaixo de 150 = risco de sangramento.

Quando pedir

  • Estratificação de risco cardiovascular junto com PCR-us.
  • Investigação de trombose venosa ou arterial.
  • Doenças inflamatórias crônicas.
  • Suspeita de coagulopatia (CIVD, hepatopatia).

O que eleva

  • Tabagismo (principal causa modificável).
  • Inflamação crônica, infecções.
  • Obesidade, síndrome metabólica.
  • Gravidez, contraceptivos orais.
  • Câncer, cirurgia recente.

O que reduz

  • Cessação do tabagismo.
  • Atividade física aeróbica regular.
  • Ômega-3.
  • Tratamento da causa inflamatória.

Pedir junto com

  • +PCR ultrassensível, VHS.
  • +D-dímero.
  • +Homocisteína.
  • +Lp(a), ApoB.

Fibrinogênio como marcador CV

Estudos como Framingham e PROCAM mostraram que fibrinogênio > 400 dobra o risco de eventos coronarianos, independente de LDL e tabagismo.

Referências

  • Fibrinogênio e risco cardiovascular. Danesh J et al., JAMA, 2005.