O que esse exame mede
O FAN detecta autoanticorpos que se ligam a estruturas nucleares de células HEp-2. É a triagem inicial para suspeita de doença reumática autoimune sistêmica. O resultado tem três componentes: positivo/negativo, título (1:80, 1:160, etc.) e padrão (homogêneo, pontilhado, nucleolar, centromérico).
Interpretação
Negativo ou título ≤ 1:80
Referência laboratorial: Até 15 % da população saudável tem FAN positivo em título baixo.
Títulos ≥ 1:320 com padrão sugestivo justificam investigação específica.
Quando pedir
- •Suspeita de lúpus, esclerodermia, Sjögren, dermatomiosite.
- •Artrite com características inflamatórias persistentes.
- •Citopenias inexplicadas, fenômeno de Raynaud.
- •Antes de iniciar imunobiológicos.
O que eleva
- ▲Lúpus eritematoso sistêmico (95 % positivos).
- ▲Esclerodermia.
- ▲Síndrome de Sjögren.
- ▲Hepatite autoimune.
- ▲Tireoidite de Hashimoto.
- ▲Idade avançada (positivos não-patológicos).
O que reduz
- ▼Tratamento imunossupressor efetivo.
Pedir junto com
- +Anti-DNA dupla hélice, anti-Sm (lúpus).
- +Anti-centrômero, anti-Scl-70 (esclerodermia).
- +Anti-Ro/SSA, anti-La/SSB (Sjögren).
- +Complemento C3/C4.
- +Hemograma + função renal + EAS.
Padrões mais relevantes
- •Homogêneo: lúpus, hepatite autoimune.
- •Pontilhado fino denso (DFS70): geralmente benigno.
- •Pontilhado fino: Sjögren, lúpus.
- •Nucleolar: esclerodermia.
- •Centromérico: CREST/esclerodermia limitada.
Referências
- ICAP — classificação internacional de padrões de FAN. Damoiseaux J et al., Ann Rheum Dis, 2019.