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Dímero-D

Sensível para excluir trombose — útil principalmente quando NEGATIVO.

Também conhecido como: d-dimero

O que esse exame mede

O D-dímero é um produto da degradação da fibrina por plasmina. Sua elevação indica que houve formação e lise de coágulo. A grande utilidade clínica é o alto valor preditivo negativo: um D-dímero baixo em paciente de baixa probabilidade clínica praticamente exclui TVP e TEP.

Ponto de corte

< 500 ng/mL FEU (adultos < 50 anos)

Referência laboratorial: Acima de 50 anos: idade × 10 ng/mL. Sempre interpretar junto com escore de Wells.

Positivo isolado é inespecífico — eleva em mil situações.

Quando pedir

  • Suspeita de TVP de membros inferiores em paciente de baixa probabilidade.
  • Suspeita de TEP em paciente de baixa/moderada probabilidade.
  • Suspeita de CIVD.
  • Dissecção aórtica (D-dímero quase sempre alto).

O que eleva

  • TVP, TEP, CIVD.
  • Pós-operatório, trauma.
  • Câncer ativo.
  • Gestação e puerpério.
  • Idade avançada.
  • COVID-19 e infecções graves.
  • Insuficiência renal e hepática.

O que reduz

  • Anticoagulação efetiva.
  • Resolução do evento trombótico.

Pedir junto com

  • +Escore de Wells (TVP/TEP).
  • +Doppler de MMII, angio-TC de tórax.
  • +Fibrinogênio, plaquetas (CIVD).

Use o D-dímero para EXCLUIR, não confirmar

Em paciente com baixa probabilidade clínica, D-dímero negativo dispensa imagem. Em alta probabilidade, vá direto para imagem — D-dímero não muda conduta.

Referências

  • D-dímero e exclusão de TEP. Wells PS et al., Annals of Internal Medicine.