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DHEA-S

Hormônio adrenal de juventude — cai com idade, estresse e inflamação crônica.

O que esse exame mede

A DHEA (deidroepiandrosterona) e seu sulfato (DHEA-S) são os hormônios mais abundantes da circulação humana. Produzidos pela zona reticular da adrenal, servem como precursores de testosterona e estradiol em tecidos periféricos.

Os níveis pico aos 20-30 anos e caem progressivamente — aos 70 anos restam 10-20 % do pico. Por isso é considerado um marcador de envelhecimento adrenal.

Faixa ideal (varia por idade e sexo)

Adultos jovens: 200-500 µg/dL · Após 50 anos: 100-300 µg/dL

Referência laboratorial: Manter no terço superior da faixa por idade está associado a melhor função cognitiva e composição corporal.

Valores muito altos em mulheres jovens sugerem SOP ou tumor adrenal.

Quando pedir

  • Avaliação de fadiga adrenal funcional.
  • Investigação de SOP, hirsutismo (mulheres).
  • Avaliação de longevidade e composição corporal.
  • Antes de repor DHEA.

O que eleva

  • Tumores adrenais.
  • SOP.
  • Hiperplasia adrenal congênita.
  • Reposição exógena.

O que reduz

  • Envelhecimento.
  • Estresse crônico, depressão.
  • Doenças crônicas, inflamação.
  • Insuficiência adrenal.
  • Corticoides crônicos.

Pedir junto com

  • +Cortisol matinal (razão DHEA-S/cortisol).
  • +Testosterona total e livre, SHBG.
  • +Estradiol.
  • +17-OH-progesterona (se suspeita de HAC).

Reposição de DHEA: para quem?

Reposição faz sentido em mulheres com DHEA-S < 100 e sintomas de baixa libido, fadiga e sarcopenia. Em homens, evidência é mais fraca. Doses de 25-50 mg/dia. Contraindicado em câncer hormônio-dependente.

Referências

  • DHEA na mulher idosa. Baulieu EE et al., PNAS, 2000.