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Albumina

Função hepática sintética e marcador de nutrição — baixa = mau prognóstico em qualquer cenário.

O que esse exame mede

A albumina é a principal proteína do plasma, sintetizada exclusivamente pelo fígado. Mantém pressão oncótica, transporta hormônios, ácidos graxos e medicamentos. Sua meia-vida é de 20 dias, então reflete produção hepática crônica e nutrição de médio prazo.

Faixa ideal

4,0-5,0 g/dL

Referência laboratorial: Normal: 3,5-5,2 g/dL.

Albumina < 3,5 é fator de risco independente para mortalidade em quase todas as condições crônicas.

Quando pedir

  • Avaliação hepática e nutricional.
  • Edema, ascite, derrame pleural.
  • Síndrome nefrótica.
  • Pré-operatório de grandes cirurgias.
  • Avaliação geriátrica.

O que eleva

  • Desidratação (falsa elevação).

O que reduz

  • Cirrose, insuficiência hepática.
  • Síndrome nefrótica (perda urinária).
  • Enteropatia perdedora de proteínas.
  • Desnutrição calórico-proteica.
  • Inflamação crônica (proteína de fase aguda negativa).
  • Queimaduras extensas.

Pedir junto com

  • +AST, ALT, GGT, bilirrubinas, INR.
  • +Proteínas totais, eletroforese.
  • +Função renal e proteinúria de 24 h.
  • +PCR, VHS.

Albumina como marcador de fragilidade

Em idosos hospitalizados, albumina < 3,5 prediz mortalidade, infecção e tempo de internação. É um dos marcadores mais simples e robustos de fragilidade.

Referências

  • Albumina sérica e mortalidade. Goldwasser P, Feldman J, J Clin Epidemiol, 1997.