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Alfafetoproteína (AFP)

Marcador de hepatocarcinoma e tumores germinativos — também usado em rastreio fetal.

O que esse exame mede

A AFP é a principal proteína do plasma fetal. Cai rapidamente após o nascimento. Em adultos, eleva-se em hepatocarcinoma, tumores germinativos não-seminomatosos e algumas hepatopatias crônicas.

Faixa de referência

< 10 ng/mL

Referência laboratorial: Valores > 200 em paciente com cirrose sugerem fortemente hepatocarcinoma.

Elevações leves podem ocorrer em hepatites crônicas e cirrose ativa.

Quando pedir

  • Triagem semestral de hepatocarcinoma em cirróticos (junto com USG).
  • Avaliação de massa hepática.
  • Tumores testiculares e ovarianos.
  • Pré-natal (rastreio de defeitos do tubo neural).

O que eleva

  • Hepatocarcinoma.
  • Tumores germinativos não-seminomatosos (testículo, ovário).
  • Hepatites crônicas, cirrose.
  • Gestação.
  • Hepatoblastoma (crianças).

O que reduz

  • Tratamento curativo do tumor.

Pedir junto com

  • +USG hepática (triagem).
  • +TC/RM com contraste (caracterização).
  • +Beta-hCG (tumores germinativos).
  • +Função hepática completa.

AFP + USG na vigilância de hepatocarcinoma

Diretrizes (AASLD, EASL) recomendam USG abdominal a cada 6 meses em cirróticos, com ou sem AFP. AFP isolado tem sensibilidade limitada, mas eleva muito a especificidade quando combinado com imagem.

Referências

  • AASLD Practice Guidance — HCC. Marrero JA et al., Hepatology, 2018.